quinta-feira, 27 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pela janela (em movimento):

A estrada. 
A terra vermelha, a ilha de mata.
A soja.
Lá no fundo,
a fumaça.
- Quisera, em sonho, que fosse um sinal.
De algum índio, por ali perdido.

NÃO.

A tal bruma densa, cor de cinza,
vinha duma coisa estranha,
chamada de Usina.

sábado, 8 de outubro de 2011

Ali, sim.

Não sou Loira. Tampouco uso sempre o mesmo vestido azul.
Mas 1 de meus universos é uma maravilha. 
Tenho vários amigos malukos e adoro tomar chá com eles (mesmo gelado, com uma tal erva mática - illex.....) 
Tem até um coelho apressado que vive me acelerando (e ele corre e dá pirueta dentro da minha cabeça)
Mas qdo entro na mata, 
tenho sempre a sensação de estar tocando a inconsciência.
Ah! A mata! 
Ali se vê. Ali se sente. Ali se é.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Papo Reto

Qualé cumpadi?
Deixando sua alma sozinha?
Tão grande vc, tão forte...
Pra se perder
no fundo d uma latinha :/

Jan. 2011

PÁSSARO (ALICE RUIZ - Proesisas)

Preste atenção, ela disse, ao abrir para mim a porta de sua casa: - o que a gente sonha aqui, tende a acontecer. Pensei que é preciso ter coragem para morar em um lugar assim, onde o que se sonha passa a existir. Precisa ter muita certeza do seu sonho.


Mas não lembro o que sonhei porque acordei, abruptamente, com o barulho de um pássaro que voara em direção ao vidro da janela como se ela não existisse. Assisti sua morte, seu canto de morte. Ele saberia? Janelas novas pedindo, urgentes cortinas. Se a casa fosse minha. Mas. uma casa pode pertencer a mim, substancialmente? eu mesma, tão passageira entre as coisas passageiras?


Ela disse: - eu agradeço por tudo, o tempo todo. - Pela dor também? Eu perguntei. E ela, em resposta, repetia minha pergunta: - pela dor também?


Quis contar do pássaro morto para lhe dar, além do enterro, um pouco de fama. Fama em vida não é bom. É uma espécie de geografia maldita porque quando você está nela, nenhum coração te alcança. O amor que ela oferece é o que te afasta do mundo. Para aceitá-lo só a submissa doçura de quem já morreu. Mas, às vezes é boa a dor porque nos lembra que estamos vivos. - Sim, eu disse pra ela, eu agradeço pela dor também.


- Eu sei uma dor de amor, ela respondeu como quem quer se livrar dela, e começou a contar: - Um dia, ele percebeu, surpreso, que a intensidade do amor que eu sentia, não podia ser verdade, não por ele. Simplesmente não tinha o tamanho dele. Não alcançava, nem de longe, aquele significado todo. Então voou.


- Então foi isso que você sonhou, eu disse. Ela parecia absorta, mas perguntou: - como era mesmo o pássaro que morreu?




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

sábado, 27 de agosto de 2011


LIMA LIMÃO

Às vezes dói.
Outras, cura.
Acidez à espreita,
do nó à doçura.
PRA VOCÊ:


Pára de querer se aparecê.
Se nao for bom, ninguem vai vê.
Vai na miuda, quietin,
que é o povo quem vai dizê.
Ei!
Alguém viu 
Aquífero Guarani 
por aí??


Ave!
Cerrado Campão
no agosto
trinca, arde, estrala.
DIVERSA CULTURA
P.V.A, papéis reutilizados, espelhos e erva mate sobre tela
 100x70cm - Bonito, 2010

GIRA.HARMONIA
P.V.A, papéis reutilizados, espelhos e feltro sobre tela
50x70cm, Bonito - 2010

domingo, 21 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Responde Onde



Como é será que as coisas se encontram,
se tocam, se transformam?
Será da natureza, da química
ou da quântica física?

Qual a chave do contato que flui?
Qual o instante-momento,
quanto tempo ficou guardado?

O que há de segredo no silêncio
e no olho que fita?
Que tange o cetim, retalha a seda..

Feltro, festim??
O 'quem sabe'. 
O Sim...

Curioso:
Tem coisa que mais pergunta
do que responde onde.

E abre uma gruta dentro da gente (!)
Que cai um grãozinho de tempo no fundo.
D'onde flore o encanto, gira o mundo.
:)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Caminho de volta

Hai.cai da fita 

A flor e o palhaço.
Verde aroma, contato.
De cetim, o laço.



Serra abaixo

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

ASSENTA O ACENTO

Pára de querê vê
o outro caí, só pra se envaidecê.
Quem invade, desce;
e não sabe explicá o porquê.