.. Guardara, em seu tempo, 1 momento.
Não por si, nem por nada..
Só mesmo pelo pulso. E o desejo.
::a chuva chiando; o vento vindo::
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Anafaia
Passados meses, voltar pra casa é como um retorno a si mesmo. É encostar a porta, olhar pra dentro... Estranheza e contentamento.
Voltar pra casa é tirar a poeira que ficou guardada, como se os móveis cantassem o abandono. É deixar-se empoeirar em repouso, pós-ventania que lhe preenchia os dias. É ver as coisas dispostas no mesmo lugar, mas como se fossem outras; dado o tempo que lhe poliu as retinas. É reaprender a admirar a Luz que escapa pela cortina.
Voltar pra casa é como se olhar no espelho. E quase não reconhecer as próprias pupilas. É reviver o silêncio que ficou perto. É retroceder, no tempo, 1 metro. Se habituar ao fuso, do relógio que anda n'outro compasso - e não mais corre; dança.
Passados meses, voltar pra casa é deixar de estar, voltar a ser. É andar de um cômodo ao outro, sem saber qual melhor abriga tudo isso que você se tornou. Voltar pra casa é como ver, no vazio do espaço, sua imagem refletida.
:: Quem mudou fui eu ::
Voltar pra casa é tirar a poeira que ficou guardada, como se os móveis cantassem o abandono. É deixar-se empoeirar em repouso, pós-ventania que lhe preenchia os dias. É ver as coisas dispostas no mesmo lugar, mas como se fossem outras; dado o tempo que lhe poliu as retinas. É reaprender a admirar a Luz que escapa pela cortina.
Voltar pra casa é como se olhar no espelho. E quase não reconhecer as próprias pupilas. É reviver o silêncio que ficou perto. É retroceder, no tempo, 1 metro. Se habituar ao fuso, do relógio que anda n'outro compasso - e não mais corre; dança.
Passados meses, voltar pra casa é deixar de estar, voltar a ser. É andar de um cômodo ao outro, sem saber qual melhor abriga tudo isso que você se tornou. Voltar pra casa é como ver, no vazio do espaço, sua imagem refletida.
:: Quem mudou fui eu ::
quarta-feira, 7 de maio de 2014
do que é
- Esqueci do dia..
- Td bem, relax..
T'amo junto sempre.. ~ na eternidade não tem calendário
_/\_
- Td bem, relax..
T'amo junto sempre.. ~ na eternidade não tem calendário
_/\_
quinta-feira, 1 de maio de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Memórias d um outono chumbo
Chega um ponto q a calmaria de um coração apático vale mais que o frenesi de um peito em brasa.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Do que seria feito o homem, quais veredas o conduziam?
O que lhe preencheria os olhos, num domingo entregue ao ócio?
O que lhe abarcaria o timo, numa tarde de Sol a pino?
a mata, a alma, o rio
.........( ? )
Sem saber, ela fechou os olhos
E vislumbrou o mundo
- 1 germe, 1 selo, 1 fundo.
Nada que fosse muito..
Só água, já seria tudo.
O que lhe preencheria os olhos, num domingo entregue ao ócio?
O que lhe abarcaria o timo, numa tarde de Sol a pino?
a mata, a alma, o rio
.........( ? )
Sem saber, ela fechou os olhos
E vislumbrou o mundo
- 1 germe, 1 selo, 1 fundo.
Nada que fosse muito..
Só água, já seria tudo.
sexta-feira, 28 de março de 2014
:: era feito de vento ::
Sim. Estava completo.
Repleto de si e da areia alheia q lhe permeava.
- Há tempos pelo outro disposto, aquele brio era, agora, sua própria aura.
Não havia vazio se não do céu q se entrega à cadência luminosa das constelações em brasa.
Não havia o que, sequer, ser entregue - tudo já estava posto, transposto, leve.
Ela tangia o rio - logo mar - q às noites contemplava.
Agradecia em silêncio, o luar - quase azul - q a completava.
Repleto de si e da areia alheia q lhe permeava.
- Há tempos pelo outro disposto, aquele brio era, agora, sua própria aura.
Não havia vazio se não do céu q se entrega à cadência luminosa das constelações em brasa.
Não havia o que, sequer, ser entregue - tudo já estava posto, transposto, leve.
Ela tangia o rio - logo mar - q às noites contemplava.
Agradecia em silêncio, o luar - quase azul - q a completava.
quinta-feira, 27 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
:: Logo além, orvalho ::
Longínquos são os selos,
do peito que se desdobra e abre.
Ébrio,
pulsa,
vê,
invade.
Inventa manhãs de floresta,
água e mate.
Imagina o céu e silencia
- bem sabe quão já é tarde...
Deixa ao sereno a missão
de se cumprir a senda
de musgo,
signos,
sintaxes
Vontade..:
semente que flui e arde.
do peito que se desdobra e abre.
Ébrio,
pulsa,
vê,
invade.
Inventa manhãs de floresta,
água e mate.
Imagina o céu e silencia
- bem sabe quão já é tarde...
Deixa ao sereno a missão
de se cumprir a senda
de musgo,
signos,
sintaxes
Vontade..:
semente que flui e arde.
sábado, 22 de março de 2014
PalavrasSãoChaves
Dispostas ao papel - alvo como a mente de quem nasce ou morre - delineiam em verso o sopro de uma vida extensa (existência escrita..)
...São a senda por onde se desprende o silêncio. Sorrateiro, sinestésico; fugaz em essência.
..1 dia, 3 noites; 1 sempre sendo pra lhe soar aos tímpanos esses rascunhos todos. Tortos, libertos; completos quando da cumplicidade de seus pontos postos, suas vírgulas adjacentes.
:: Lês?
..exclamaria como quem descobre a aurora por detrás da rocha. Ainda plena, manteria as interrogações infindas sobre o que eh, como foi; de onde será a fibra, a grafia, a língua.
Pautaria as notas de sua fala falha; os hífens de sua rima rica.
Pontuaria os portos deste rio-mar (violeta, anil), até o deleite inóspito
da reticência.
...São a senda por onde se desprende o silêncio. Sorrateiro, sinestésico; fugaz em essência.
..1 dia, 3 noites; 1 sempre sendo pra lhe soar aos tímpanos esses rascunhos todos. Tortos, libertos; completos quando da cumplicidade de seus pontos postos, suas vírgulas adjacentes.
:: Lês?
..exclamaria como quem descobre a aurora por detrás da rocha. Ainda plena, manteria as interrogações infindas sobre o que eh, como foi; de onde será a fibra, a grafia, a língua.
Pautaria as notas de sua fala falha; os hífens de sua rima rica.
Pontuaria os portos deste rio-mar (violeta, anil), até o deleite inóspito
da reticência.
quinta-feira, 20 de março de 2014
#Tanka confesso
Da flor, o enredo:
céu no mar violeta
- na rocha, vereda
Da vista, o desejo
O marujo, pretexto
quarta-feira, 19 de março de 2014
:: rima oculta ::
Corações sem casa, sem casca;
sem rumo, só o sumo
- sumiço numa noite clara.
Nostalgia...
qual maré
vem e passa.
Ao que não,
poesia, fé.
Bem-aventurança
e 1 dose rasa
de razão
e cachaça.
sem rumo, só o sumo
- sumiço numa noite clara.
Nostalgia...
qual maré
vem e passa.
Ao que não,
poesia, fé.
Bem-aventurança
e 1 dose rasa
de razão
e cachaça.
Poeira
..estranho chegar em ksa as vezes neh?!
As coisas paradas, intocadas - são nada se vc não for..
Eh como chegar ao passado parece.. Presente..
'Q disco q ta no som mesmo?'
- Play: lembrei o que era antes de tudo isso..
As coisas paradas, intocadas - são nada se vc não for..
Eh como chegar ao passado parece.. Presente..
'Q disco q ta no som mesmo?'
- Play: lembrei o que era antes de tudo isso..
quarta-feira, 12 de março de 2014
#DeixaFluirComAmor
Fluida qual água, a vida escorre liberta - se encontra, em seu peito, horizonte.
Em desapego, contorna as pedras, atravessa as selvas - sabe, sente, eh..o propósito final, do infinito-mar.
:: eles relva, eu rio::
Em desapego, contorna as pedras, atravessa as selvas - sabe, sente, eh..o propósito final, do infinito-mar.
:: eles relva, eu rio::
terça-feira, 11 de março de 2014
Só o céu saca
1 cá,
Outro lá...
1 sem,
Outro som...
1 sim
Outro só...
- e um 3...
Em si,
Permanecer ao Sol
- no silêncio do céu
Q voa e sabe
Outro lá...
1 sem,
Outro som...
1 sim
Outro só...
- e um 3...
Em si,
Permanecer ao Sol
- no silêncio do céu
Q voa e sabe
segunda terça
Tinta do vinho,
a noite se dispõe inteira.
E desperta amanhã - já hoje;
Cedo..
- suave demais
pra 1 terça-feira.
a noite se dispõe inteira.
E desperta amanhã - já hoje;
Cedo..
- suave demais
pra 1 terça-feira.
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